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A Eduação na Pandemia: Desafios e Perspectivas

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A educação no mundo sofreu uma severa modificação a partir da emergência da pandemia de Covid 19 que chegou ao Brasil  em meados de março de 2020.  Os professores, trabalhadores da educação e estudantes não tinham, naquele momento, a real dimensão do tempo, das consequências e dos desdobramentos que o afastamento da “escola física” poderia acarretar. 

É nesse sentido que é preciso problematizar a questão da educação antes, durante e no pós-pandemia. O Brasil vem, aos poucos, melhorando em termos de acesso à educação básica e superior com políticas públicas e movimentos que tendem a contribuir para um melhor cenário. 

Nesse caminho, a pandemia nos atinge em um momento em que a educação já precisava, é claro, de atenção e foi a própria pandemia que redirecionou os “holofotes” para um tempo que anda esquecido no Brasil, ao menos nos últimos anos. 

Esse grande momento atípico, revelou abismos entre o público e o privado, entre aqueles que têm acesso à internet e a computadores de qualidade e aqueles que nem mesmo possuem um smartphone “básico” à disposição para a realização das aulas on-line. 

Muitas escolas demoraram a se adaptar ao modelo que ganhou o nome de síncrono, como uma alternativa ao presencial e ao tradicional EaD.   Em geral, as escolas privadas já dispunham de sistemas e de ambientes virtuais e foram mais rápidas na adaptação da nova “proposta pedagógica” mediada por  computador. 

Enquanto isso, muitas escolas públicas aguardaram a “retomada” das aulas presenciais sem saber que essa volta demoraria muito mais do que o esperado.   Algumas, por outro lado, desenvolveram uma espécie de “EaD à moda antiga” em que os estudantes recebiam conteúdo e atividades em casa e as retornavam para o professor que também estava em casa para fazer as correções. 

Esse estilo foi uma das alternativas para manter os sujeitos envolvidos na educação, nos processos de ensinar e aprender até que as tecnologias pudessem ser adaptadas para atender esse público.  Em meados do ano passado, a maioria das escolas públicas estava iniciando o trabalho com os novos protagonistas da vez, enquanto a escola privada, em geral, já havia começado ainda em abril do mesmo ano. 

Nomes um pouco desconhecidos ainda para muitos professores e estudantes passaram a fazer parte do cotidiano de todos, não apenas em meio escolar, mas também em outros setores da sociedade.  A exemplo disso, temos o “Google ClassRoom”, o “Google Meet”, o “Zoom”, o “Teams”,  o “Connect”, entre outros. 

Cursos de formação na área de tecnologia, palestras e atividades começaram também a ter uma procura como nunca antes vista. Como se a informática na educação não tivesse começado no Brasil há pelo menos 40 anos e políticas públicas de formação de professores nunca tivessem feito parte do menu de formação necessária para o docente.

Se por um lado tivemos muitas perdas, por outro tivemos ganhos no âmbito das tecnologias, sobretudo no que diz respeito às metodologias disponíveis para a sala de aula. Uma vez que o ambiente digital requer muito mais estratégias do professor do que a “boa e velha sala de aula convencional”. 

Alguns, por outro lado, dizem que houve perdas irreparáveis no que diz respeito à educação.  Como se os sujeitos que estão envolvidos no processo não fossem cognitivamente capazes de superar, construir, reconstruir ou ainda ressignificar saberes e experiências que foram vivenciadas ou que deixaram de ser vivenciadas nesse período. 

Não creio que seja possível falar em perdas irreparáveis porque a aprendizagem, sabemos, não é linear ou simplesmente cronológica como parece ser repetido, diariamente, pelo senso comum.  Embora saibamos que há desafios que precisam ser vencidos. 

Políticas de acesso e universalização da internet e formação contínua  para professores sobre o uso das tecnologias são ações que devem nortear os rumos das políticas públicas do setor.

Algo que sempre costumo dizer é que a profissão de professor vem se modificando fortemente à medida que as tecnologias vão substituindo o perfil do professor transmissor de informação.  Elas, por si só, criam uma necessidade de reformulação do perfil docente. Ou seja, o professor que transmitia informação não tem mais sentido na educação do século XXI por uma questão simples:  basta “dar um Google” e você tem toda a informação do mundo disponível em uma tela e sem a necessidade de um intermediário.  Assim, a profissão docente se torna muito mais interessante e complexa quando o professor se torna um sistematizador de experiências. 

Sistematizar experiências significa ir além da transmissão de saberes prontos e de informações que podem ser encontradas na web. 

A educação e a formação de professores há algum tempo caminha nessa direção, de transformar a escola e o professor. A pandemia só fez acelerar esse processo e trouxe alguns agravantes. 

De todo modo, ela serviu de “catalisador” para um processo que vinha se constituindo muito lentamente nos últimos quarenta anos.

Se podemos fazer uma analogia aos períodos de guerra, é justamente nesses contextos que as tecnologias mais evoluem.  Não diferente, foi o que aconteceu durante a pandemia de Covid 19, um período de guerra que além de fortalecer a Ciência, fortaleceu e fez desenvolver meios para se transformar mais rapidamente a educação. 

Por fim, é preciso deixar claro que a pandemia e, os desafios que vieram com ela, nos mostraram também os caminhos que precisam ser trilhados, tanto no âmbito do acesso à escola, como também nos aspectos relacionados à infraestrutura escolar e tecnológica, permeando, é claro, políticas que fomentem e desenvolvam o professor para a atuação no contexto atual. 

Por Paulo Antônio Pasqual Júnior

Na área da educação, a inteligência artificial passará não apenas pelas inovações em sala de aula, mas também na gestão educacional. Muitos sistemas baseados em IA poderão auxiliar na otimização de processos administrativos, proporcionando uma gestão mais eficiente, objetiva e transparente.

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