As tecnologias estão transformando as relações, o trabalho, a educação. E agora? Como desenvolver competências digitais para o século XXI?

Por Fabiana Kaodoinski

Cada vez mais, as tecnologias estão presentes nas empresas, nos serviços, no dia a dia das pessoas. Esse contexto digital no qual estamos imersos exige o desenvolvimento de novas competências para que os elementos tecnológicos sirvam de apoio para operacionalizações e aprendizagens diversas, que tanto podem aumentar a produtividade e o alcance nos âmbitos comercial e empresarial quanto melhorar nossas experiências pessoais. Nesse contexto é que se insere a tese do professor Paulo Antônio Pascoal Júnior: “a competência digital é uma necessidade para qualquer cidadão do século XXI e precisa ser desenvolvida tanto para a vida privada quanto para o mundo do trabalho”.

Esse é o tema central do curso gratuito “Os desafios da educação atual: por uma educação que transforma vidas”, a ser desenvolvido por meio de plataforma virtual (https://cursos.avagomining.com.br ).

Para Pascoal Júnior, a atualidade exige que sejamos bons usuários de tecnologia, ou seja, proficientes em ações cotidianas, como fazer buscas,  instalar e desinstalar programas em um computador ou utilizar, por exemplo, sistemas operacionais, aplicativos de escritório, operar planilhas eletrônicas, etc.

Para além dessas necessidades, uma gama de novos saberes está entrelaçada ao desenvolvimento de competência digitais, o que convoca a escola e a universidade, espaços privilegiados de aprendizado, a se preocuparem, cada vez mais, com o letramento digital e com a inclusão desse tema nos currículos. Na visão de Paulo, não se trata apenas de instrumentalizar o estudante a usar ferramentas tecnológicas ou ainda utilizar recursos digitais para o aprendizado das disciplinas clássicas do currículo. É possível ir além: empregar recursos de programação para tornar os alunos criadores de tecnologias. Nesse viés, surge o desenvolvimento do pensamento computacional, pautado em processos como abstração, decomposição, reconhecimento de padrões e algoritmos.

Pascoal Júnior destaca: “quando alguém aprende a programar e, consequentemente, a pensar computacionalmente, é capaz de deixar de ser usuário e criar as suas próprias tecnologias. Ou seja, uma criança que aprendeu a utilizar programação em blocos ou programar um robô poderá ser capaz de fazer as suas próprias produções, deslocando-se de um simples usuário para um criador de tecnologia. É justamente nesse ponto que o pensamento computacional se intersecciona com as competências digitais para o século XXI.”

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Referência:

PASQUAL, A. P. Júnior, Pensamento Computacional e Tecnologias: reflexões sobre a educação no século XXI. Caxias do Sul: EDUCS, 2020.